segunda-feira, 14 de outubro de 2013

Elegancia e bondade

Penso com muita frequencia em comportamentos desejados e nem sempre possiveis para todos. Elegancia e bondade são duas qualidades que me intrigam,pois são desejadas por qualquer pessoa educada e há muito esforço empenhado para se alcançar essas condições:Elegante!Bondosa(o)! Eu mesma quando jovem,passei por algumas experiencias com o objetivo de aprender a sentar direitinho,a caminhar com elegancia,a usar talheres adequadamente,a retribuir presentes à altura,a conviver de forma socialmente apreciável. Existe,de fato uma maneira mais elegante de se dançar,de se caminhar e de se vestir...mas a verdadeira elegancia,a vida foi mostrando aos poucos em situações que jamais esqueci. Numa delas,ainda muito jovem,nem havia feito os tais cursinhos que ensinam a usar os talheres adequadamente,fui convidada para um almoço em casa de gente muito rica,refinada e culta. A mesa foi posta para jovens como eu,íamos comer num lindo terraço de apartamento na década de 60...é...muito,muito tempo atrás...e ficou na memória até hoje como um presente de uma dama. Muito metida,antes de ver como é que as outras fariam para usar os talheres dispostos em cada lado do prato fui a primeira a escolher um deles para utilizar na salada.Hoje acho que o desconcerto de demonstrar ignorancia era tão grande,que fui logo pegando o talher que me pareceu o certo,para mostrar que estava segura naquela mesa!! Peguei o garfinho que estava disposto acima do prato,juntamento com a colher esperando a SOBREMESA! Muito bem...ninguém mais pegou aquele,óbviamente...com exceção da dona da casa,que com a maior naturalidade,pegou também o garfo errado e me fez sentir que SÓMENTE EU havia acertado! Naquele dia recebi a primeira lição de verdadeira elegancia!Nunca esqueci a atitude,consigo ter em mente todas as situações similares e muito menos esqueci a dama que com tanta bondade e simplicidade acolheu meu equivoco. Isso é ser bom,distinto e elegante. Protocolos são cumpridos muitas vezes,sem o espírito do acolhimento e da ternura necessárias ao gesto elegante. Para finalizar,outro exemplo de extrema elegancia e carinho:num almoço,recente,em casa de um jovem casal,depois de uma certa hora de termos almoçado,manifestei a intenção de irmos embora,afinal,os anfitriões também precisam descansar depois de um grande almoço. Pois bem...como dissera..."Sim,está na hora...vamos para casa,não posso ficar muito tempo sem escovar os dentes depois do almoço" Qual não foi minha surpresa ao ver a anfitriã discreta e carinhosamente me presentear com escova e tudo mais para minha higiene. Com elegancia e carinho,afirmou seu desejo de nos ter mais tempo ali e superou a extrema qualidade de tudo o que nos ofereceu,o bom gosto da decoração e o requinte de seu lar. Isso é a verdadeira elegancia,aquela que não está escrita no protocolo;assim como bondade,caridade...o gesto precisa estar acompanhado de um coração que vibra puro amor.Não serve fazero gesto só para fazer bonito.Melhor esperar a exigencia do coração. Assim,hoje vai um brinde aos jovens anfitriões do sábado e a suas crianças!

sexta-feira, 11 de outubro de 2013

Vamos combinar...

Vamos combinar que tem hora que mãe pensa que sabe o que é o melhor para os filhos? Mesmo quando eles crescem?Se fazem homens?Pais de familia? Tem,oh,se tem...o que não tem muito é a gente conseguir admitir que afinal de contas a nora está mais sintonizada com seus problema,menos protetora,mais capaz de ver lá na frente e menos em pânico do que mãe quase sempre entra. Consigo me lembrar de uma situação em que um filho,aprendendo a nadar e em sua primeira competição,tentava atravessar a raia na linha reta e não ia lá muito bem...hehehe!Ele enviezava,atrasado demais comparando com o ritmo dos demais e obstinado,continuava...claro!O moleque era saudável. Insana era a mãe que ao invés de torcer,berrar "vai filho vai"....gritava"volta,filho,volta"!! Pois é....o melhor que posso fazer agora é confessar em público esse meu fracasso como mãe incentivadora. Bom...e não foi só isso...quantas e quantas vezes,ele estudava mais do que me parecia razoável,ainda no ensino fundamental e eu dizia..."chega,filho,já está bom...você já está sabendo a matéria." Grave?Gravissimo,se considerarmos que eu era professora! Muito bem...obstinado ele,pouco encorajadora eu daquilo que as vezes me parecia excesso....o resultado foi que hoje,adulto,com uma bela carreira e uma linda familia,tem seus desafios e penares. Felizmente quem lá está,ombro a ombro e vez por outra tendo que torcer na beirada da piscina,não sou eu....é minha nora! Um brinde ás noras vitoriosas na mitologica superação das mães ao lado dos filhos!

terça-feira, 1 de outubro de 2013

O farol

Ouvi uma estorinha ontem;uma dessas de fundo moral e vou tentar reproduzir. Havia um navio em alto mar e num certo momento este foi surpreendido por forte borrasca. Ventania,chuva,ondas altissimas,insegurança e medo a bordo e o temporal durando e durando...não passava e não havia como evitar que o navio adernasse,de um lado a outro,quase naufragando. De repente,para agravar a situação,um marinheiro avistou uma luz vindo em direção ao navio e se prenunciava um choque entre os dois. O capitão imeditamente ordenou ao marinheiro que transmitisse uma ordem à tal embarcação que vinha para cima do navio,que desviasse dez graus,mas aquele que recebeu a ordem retrucou" Desviem vocês dez graus para norte". O capitão irado por ver sua determinação sendo contradita,repetiu a ordem e disse..."quem ordena aqui sou eu,o capitão do navio tal"...ao que do outro lado respondeu"e aqui quem fala é o faroleiro...vocês tão vindo em direção a um farol e portanto tem que desviar"! O que pude entender,gostaria de transmitir:quantas e quantas vezes,vivemos situações nas quais o sofrimento parece advir da obstinação do destino em não compactuar a nosso favor.Quantas vezes,nossos projetos,sonhos e planos parecem impossíveis de serem realizados e nós obstinadamente continuamos numa luta na direção do que nos propusemos a alcançar. Sentimo-nos corajosos,determinados,donos de nossa própria vida,controlando e gerindo,como se diz,cada momento de nossa agenda em função de tal ou qual projeto.Nada nos demove.Controle total da situação é o que desejamos. Pensar em mudar a rota,o objetivo,a estratégia,os planos de navegação?Não...Nunca! Ouvindo porém esse conto,fiquei ainda mais convencida,de que mudança de rota,alteração dos planos de navegação,não só são possíveis,como salutares e decisivos para podermos continuar a jornada.Metas,temos que ter as nossas,mas preciamos saber alterá-las e acima de tudo,lembrar que há metas propostas por Deus e que nós muitas vezes só conheceremos ao alcançar. Finalmente,gostaria de lembrar,que apego não é o mesmo que amor,sempre digo e que apego a projetos que já pedem para ser alterados,não é abandono de nada,nem perda,nem desapego...é antes de tudo,libertação! Um brinde à possibilidade de arbitrar e decidir mudar!