quinta-feira, 26 de setembro de 2013

O que dizer?

Saber que a palavra tem muita força não basta.É preciso estarmos atentos e vigilantes.A tentação de dizer coisas é grande e mãe sabe que diante de uma situação de filho angustiado,seja qual for,o coração reclama participação e a intenção de ajudar vira um impulso quase irrefreável.Contamos com nossa experiencia,o amor incondicional e a certeza de que conhecemos nossa cria,para nos autorizarmos a "ajudar" com nossos conselhos. Porém,dando voltas e mais voltas pelos caminhos das alternativas possiveis eu mesma já me deparei com becos sem saída nessas tentativas. Soberano o livre arbítrio e para quem crê,soberano o karma de cada um de nós. Não raro,me apanho divagando e entrando em contato com meus filhos ainda pequenos.Todos eles já são adultos,estão atuando em suas áreas de competencia em plena luta.O mundo em que vivem não é mais o que me dava alegria e paz.Aquele era o do gramado imenso onde brincavam,o banco de trás onde se recostavam cansados na volta da escola ou do esporte,a cozinha que rodeavam gulosos,atraídos pelos aromas de bolo de cenoura e pão na chapa! Seu universo hoje são os aeroportos,os congestionamentos,as insuportáveis pressões do mundo corporativo e a competição desenfreada,senão deles,das corporações...e portanto exigindo deles. Lembro-me dos jogos cooperativos em que esperavamos,enquanto ainda lecionava,formar gerações,que na dança das cadeiras funcionassem de forma completamente oposta ao tradicional:que,sim,cada vez que a música parasse,uma cadeira fosse retirada,mas que ninguém saísse do jogo.Na hora de sentar,aquele que não encontrasse cadeira,sentasse no colo de alguém. Que farra descobrir essa nova abordagem...de inicio,o condicionamente ainda fazia a pressa para sentar na cadeira,mas à medida que os alunos iam percebendo que não havia vantagem nisso,porque aos poucos o peso dos demais ia sobrando para quem estava sentado,ao final mais se tentava dar a vez a quem quisesse do que pressa para sentar e aquilo que antes era objeto de disputa acirrada,ao final era desprezado e até temido. Infelizmente eu não consegui comprovar eficácia de nossa tentativa na escola.Não construímos uma geração cooperativa na acepção da palavra.Conseguimos construir talvez pessoas mais capazes de trabalhar em equipes sim,que vestem a camisa das empresas em que trabalham,como se isso fosse legitima cooperação,para que estas possam desenvolver sua competitividade ao mais elevado grau e ponto. Não construiram um mundo cooperativo.O princípio foi utilizado a serviço de sua antítese,aprimorando-a. Que pena!E ficamos nós mães ou nós pessoas que olham para si mesmas com autoestima e respeito,como as mães costumam olhar embaraçadas diante da impotencia.Rezando e esperando que seus anjos de guarda os guiem para um porto seguro. Mas,como a palavra tem força e palavra de mãe tem ainda mais,penso que se for para dizer algo nesse caso,o melhor a fazer é pedir" Filho(a),se fosse o seu(sua) filho que estivesse nesse sufoco que você vive hoje,o que lhe aconselharia?" Tenho fé, que seu amor de pai(mãe) vai lhe indicar uma resposta seguramente boa. Um brinde ao amor incondicional dos pais.

domingo, 22 de setembro de 2013

Que tempo foi esse?

Estou me dando conta de que,na prática,desativara meu blog,por pura inércia...Acabei esquecendo de que forma eu podia acessá-lo! Usei o tempo que fiquei distante...não foi perdido.Foi muitissimo bem aproveitado e agora estou de volta. Ciclos,não é?Nossa existencia é perfeitamente ciclica. Então,estou entendendo que fiz um ciclo de introspecção e agora quero estar presente novamente sempre que for possivel. Estabelecer uma nova periodicidade talvez? Nesse tempo que estive off line,fiz novas amizades,refiz velhas amizades,ganhei netos...dois! É...faz um tempão...mas o blog aí estava à minha espera,reflexões guardadas,considerações e momentos registrados. Acho que esperava seguidores...e fiquei decepcionada! Agora,farei uma campanha promocional e talvez possa agregar algum valor! Um brinde à renovação!

quinta-feira, 20 de maio de 2010

Gilberto Gil

Tenho passado pedaços inteiros do dia cantarolando mentalmente:"Se eu quiser falar com Deus...tenho que ficar a sós!

Tenho que apagar a luz...tenho que calar a voz"...

Tenho respeitado meu próprio desejo de recolhimento e serenidade...por isso deixei um pouco de lado o blog ao qual adoro recorrer para interação e contato com eventuais leitores e se fosse premiada...comentarios!

Tenho estado comigo mesma...e não é raro que todos precisemos disso.

Chegarei,no silencio,ao saber que procuro,com certeza!

Quem sabe tenha algo a dizer depois!!

Por enquanto mais nada...apenas um brinde ao anseio de integridade.

Saúde!

segunda-feira, 3 de maio de 2010

Oração da Serenidade

Hoje vou transcrever a oração que se repete diáriamente em grupos AA.

Farei isso porque quero dize-la com mais enfase e assim ouvi-la melhor.

Deus,concedei-me a serenidade,para aceitar as coisas que não posso modificar;coragem para modificar as que eu posso e sabedoria para perceber a diferença.

Essa oração dispensa qualquer comentário.

Um brinde(sem alcool)claro,à serenidade!

domingo, 2 de maio de 2010

O jardim

Quem pensa que os seres humanos ensinam uns aos outros está certo.

Quem sabe que os animais nos ensinam e domesticam está muito mais certo.

Quem descobriu que as plantas ensinam e o reino vegetal é o mais articulado com a Mãe Natureza,descobriu a fonte da sabedoria.

Tudo o que se cultiva um dia precisa também ser podado.

A mudinha de primavera,feita a alguns anos,transformou-se numa enorme sebe espinhosa.Para que ofereça o seu melhor(as belas flores e um formato harmonioso)precisou de poda.

Trabalhei o dia todo podando uma dessas que subiu na caramboleira e no eucalipto...consegui ao longo de todo o dia abrir um caminho que se fechava por conta de sua exuberancia.Enquanto me protegia dos espinhos e concluia minha obra,pensava que cada um de nós precisa ser seu proprio jardineiro.

Se tivermos crianças ao nosso cuidado,melhores jardineiros ainda temos que ser.Não basta cultivar;é preciso podar.

Se não fazemos a poda na hora certa para conter excessos,os temporais da vida farão o desbaste a seu modo.

Um brinde à primavera!

sexta-feira, 30 de abril de 2010

stress e cansaço

Escrevo a maior parte do tempo pensando que alguém vai ler o que penso e algumas vezes com a sensação de privacidade de quem sabe que ninguém está acessando esse conteúdo.
Hoje escrevo com a sensação de privacidade e segura de que não haverá testemunhas para essa confissão:adoro fazer faxina!
Bom,além de fazer faxina(estou fazendo uma enquanto me mantenho on-line com alguns interesses de acesso esporádico),adoro também cozinhar,roçar a grama,plantar e lavar o quintal,além de regar as plantas.
Pronto.Confessei que adoro vida de pobre.Sim,pobre com computador on-line,mas pobre.
Digo dessa forma porque de modo geral preferimos pagar para alguém fazer e assim deixamos de descobrir o prazer.Mesmo quando temos tempo para faze-lo!
Pode ser que adore essa vida porque não passo as chamadas"necessidades" básicas,mas a muita coisa renunciei a medida que fui descobrindo como é bom a vida no campo,a simplicidade,contatos com pequenos circulos e pássaros,plantas e vida a vontade.
As renuncias que fiz,fiz com prazer e para cada superfluo que coloquei no lixo,ganhei algo essencial e muito melhor.
Entre outras coisas,ganhei cansaço ao invés de stress!
Um brinde ao trabalho,ao cansaço e à alegria de poder contar comigo mesma!

quinta-feira, 29 de abril de 2010

o computador e a vida

Interessantissimo!Demais mesmo,como o computador ensina algumas coisas além daquilo que se espera dele!
Percebi ha poucos dias,envolvida em indispensável procedimento para conseguir conexão,que esse cerebro eletronico também pode dar lições de vida.
Ocorre que tive um problema no chip do moden que utilizo.De primeira,um expert avisou:o problema é no moden.
Como o problema era no moden procurei a operadora e aí começou uma maratona ou um calvário como quiserem.Telefonemas,protocolos,dias de espera e tudo o mais.
A certa altura,decidiram que era preciso atualizar o software porque havia sinal,o moden presumidamente sem defeitos etc etc.
Feita a atualização do software,novos avisos de erro e a minha timida observação:será que não é o chip mesmo?
Era o chip.
Bem,mas não era a isso que queria me remeter;era sim ao fato de termos problemas sérios nos relacionamentos as vezes,cuja origem parece ser no "dispositivo"(no caso o outro)e de imediato deliberamos que é mesmo no "dispositivo" e nem pensamos que poderia ser no software...no caso nós mesmos!
Analisado o software...voltamos ao "dispositivo" e investigamos melhor.Era nele...mas especificamente no chip,o que vale dizer...um certo componente dele,associado e importante.
Muito bem,antes que pareça conversa de doido,aprendi que softwares e dispositivos funcionam associados e além de tudo existe a "rede"!
Estamos todos numa teia,interagindo e sorte daquele que ao perceber problemas investiga tudo antes de culpar qualquer parte que seja do todo a ser avaliado.
Um brinde à argucia e à sensibilidade!