Há momentos em que a alma parece explodir ou sufocar.Sem saídas definidas pelo caminho da inteligência,resistente quanto a seguir a intuição!
Quando vejo meu país ser entregue escandalosamente aos interesses externos,imperialistas,penso que minha análise,convicção e senso crítico são inócuos,nunca farão a diferença mesmo sabendo que como eu pensam milhões de pessoas.
Nossos meios de ação parecem todos comprometidos com regras manipuladas,estabelecidas a priori de forma a manter o status quo e mesmo o coro dos indignados vai sendo percebido como parte de uma orquestra regida de tal forma,com tal "maestria" que até mesmo a dissonância parece ter sido prevista,regulada e já computada nos riscos previstos.
Aliás,os riscos para a dominação voraz e predadora do sistema capitalista aparentemente vão se tornando cada vez menores,haja vista a desmoralização da esquerda no mundo pela mídia e por todos os mecanismos de ação que procuram fazer a devida mutação nos seres pensantes,para que pensem que pensam.
Espíritos livres! Quantos somos?
E afinal,do que somos efetivamente capazes?Qual é nosso potencial de resistência à avalanche predadora que já não esconde sua ferocidade nem insensibilidade?
Esse cenário faz uma inteligência oscilar entre a irracionalidade e ímpeto de resolução imediata;a ponderação e capacidade de articulação para resistir da forma mais sensata e paciente e também aciona o contato com esferas mais espirituais e imponderáveis do nosso ser,onde a intuição nos socorre com fé,esperança em tempos melhores de outra natureza. O misticismo, a crença intuitiva em luz fora da caverna,o mundo real além das sombra parecem um socorro e conforto.
Sendo ou não esse mundo relativo,de sombras,nossa única realidade,valendo ou não ao ser encarnado neste tempo e neste lugar,esperar em outros níveis sua redenção,ainda assim,a prece de São Francisco de Assis e o Sermão do Monte,relidos nos tempos que vivemos,são um desafio às mentes inquietas como a minha.Trata-se de procurar o limite entre a atitude que não compactue com o mal mas que não se iluda com soluções que agridam os conceitos de bom e de justo consagrados pelos antigos filósofos.
No fundo no fundo,se trata de perguntar e encontrar a resposta para a pergunta: " Como age o amor,quando tem que dizer não?"
Paz e Bem!
domingo, 1 de julho de 2018
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