Em 1938,toda a família se mudou para São Paulo,para um palacete na avenida Paulista,local onde então residiam os afortunados do início do século.Luxo,elegância,classe,requinte...assimilados com naturalidade,sem afetação,pelo comerciante bem sucedido,mas que nunca esqueceu sua origem e sua família na Grécia.Localizada na altura do número 1063,sua residência era vizinha à da família Matarazzo,outro imigrante,que havia vindo de Castelabatte,em Napoli,a procura de melhores condições,como ele.Em Lins, o sobrinho,Miguelzinho,como era conhecido o recém-chegado da ilha de Rhodes,meu pai,ficou como gerente-geral da Cafeeira.
Entre 1938 e 1948 quando faleceu,comprou Máquinas de café e arroz em Cafelândia,em Guaimbê,de algodão em Birigui e aumentou muito o movimento.De seu escritório em Lins,Miguelzinho dirigia conforme a orientação do tio.Centenas de vagões,carregavam e descarregavam mercadoria no interior enquanto Nicolau em São Paulo operava na Bolsa de Mercadorias.
Enriquecia mais e ràpidamente devido a seu extraordinário tino comercial ,coragem e honestidade.Trabalhava muito,mas a essa altura já sentia dores e tinha a saúde debilitada.Ainda assim,comprou a Fazenda Itapura de 10.000 alqueires e logo em seguida a fazenda Capão Bonito em Campo Grande,(63.000 alqueires),prédios e terrenos em São Paulo nos melhores e mais valorizados pontos.Em Lins, construiu 60 casas,o Lins Hotel e já havia comprado o Hotel Central(atual Plaza Hotel)de um antigo proprietário alemão.
Fez muitos amigos,entre eles,dr.Urbano,que foi prefeito da cidade,o também prefeito Paulo Lusvarghi,dr.Nestor de Cunto e muitos mais.Wadih Haman,foi um dentre os muitos amigos sírios.
Em 1948 visitou Lins pela última vez,.Foi com o sobrinho Miguelzinho,até a casa em Lins,que ora se encontra em processo de recuperação,olhou demoradamente para a residência,passou as mãos,carinhosamente pelos muros,nos troncos das palmeiras que ele mesmo plantara.Despediu-se dos amigos pressentindo que já não os veria.Comunicou-lhes que iria para os Estados Unidos para se operar,ainda que muito insistisse seu amigo dr.De Cunto,para que fizesse a cirurgia aqui mesmo.Inclusive,ele mesmo poderia fazer.
Os gregos antigos,dizem que o destino de cada um(Mira) nem mesmo os deuses conseguem mudar.
Despediu-se da cidade que tanto amou e com o crescimento da qual colaborou.
Grande homem! Generoso,atuou durante a Guerra,a segunda,numa frente solidária (o Comitê Helenico de Socorro às vitimas de Guerra.)
Sua casa em Lins foi doada à prefeitura pelos herdeiros para ser ali instalada uma Biblioteca e assim foi feito.Biblioteca Municipal Nicolau Zarvos.
A bela avenida que leva seu nome,foi uma homenagem da cidade e dos representantes do povo linense,na Câmara onde a lei foi aprovada,
Nicolau Zarvos, que nunca frequentou uma escola,era convidado pelo Presidente Dutra e antes por Getúlio Vargas para opinar sobre agricultura e comércio.Vestia-se e portava-se como um príncipe,como se tivesse nascido em berço de ouro.
Aqui termina a cronologia escrita por nosso pai,Miguel Antonio Zarvos, e eu ouso,num p.s.lembrar, que nosso tio nasceu num campo de trigo,quando sua mãe ajudava na mesma.Ali,no campo,cercada por todas a mulheres da aldeia que então colhiam o trigo,sua mãe ouvio o vaticínio...será como um rei.O trigo dá sorte...é sinal de que será muito rico.
A vida se encarrregou de fazer dele o rei do café.
domingo, 12 de agosto de 2018
Assinar:
Postar comentários (Atom)
Nenhum comentário:
Postar um comentário
Olá!Paz e bem!